Mulher de meia-idade tocando o pescoço, representando os sintomas da menopausa

Ela chegou ao consultório achando que estava com alguma coisa errada. Palpitação do nada, no meio de uma reunião. Suor frio à noite, mesmo com o ar-condicionado ligado. Uma irritação que não reconhecia em si mesma. Ela tinha 49 anos e passou por cardiologista, endocrinologista, até psiquiatra, antes de alguém perguntar sobre o ciclo menstrual.

Ninguém tinha perguntado antes. E era isso o tempo todo.

Por que os sintomas aparecem

A menopausa marca o fim dos ciclos menstruais, mas o que a mulher sente é resultado da queda de estrogênio, um hormônio que atua muito além do sistema reprodutivo. Ele influencia temperatura corporal, sono, humor, pele, ossos e coração. Quando ele cai, o corpo inteiro sente.

Por isso os sintomas parecem tão desconectados entre si. Na verdade, todos falam a mesma língua hormonal.

Os sintomas mais comuns

  • Ondas de calor (fogachos), principalmente à noite
  • Suores noturnos que atrapalham o sono
  • Irritabilidade e oscilações de humor
  • Insônia ou sono fragmentado
  • Ressecamento vaginal e desconforto na relação sexual
  • Palpitações e sensação de ansiedade repentina
  • Dificuldade de concentração e memória (a chamada névoa mental)
  • Ganho de peso, especialmente na região abdominal

Nem toda mulher sente os mesmos sintomas

Algumas atravessam essa fase com sintomas leves. Outras sentem quase tudo dessa lista, com intensidade forte o suficiente para atrapalhar o trabalho, o sono e a vida social. Não existe uma régua única, e isso não é frescura nem exagero.

A intensidade depende de fatores genéticos, do ritmo da queda hormonal e da saúde geral da mulher naquele momento da vida.

O que fazer

O primeiro passo é simples: procurar um ginecologista com experiência em climatério para confirmar se os sintomas são realmente hormonais. Depois disso, o tratamento é sempre individualizado. Pode incluir terapia hormonal, ajustes de estilo de vida, ou as duas coisas combinadas, sempre pesando riscos e benefícios para aquela paciente específica.

O que não deve acontecer é a mulher normalizar o sofrimento como “coisa da idade” e seguir sem tratamento.

Reconheceu algum desses sintomas em você? Siga o Dr. Ricardo Ferraz no Instagram @dr_ricardoferraz.

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